Compra conjunta de imóvel vale a pena? Entenda quando ela pode ser feita

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Para muitos, comprar um imóvel é um sonho. Realizá-lo sozinho já é muito bom, mas quando se tem ajuda na hora de finalizar a compra tudo fica ainda melhor. Porém, você sabia que é possível fazer uma compra conjunta de imóvel, juntando duas ou mais rendas? 

Em alguns casos, apenas uma renda não chega a ser suficiente para conseguir comprar uma casa ou apartamento. Sendo assim, unir duas rendas pode garantir que você compre aquele imóvel tão desejado, com um valor acima de suas possibilidades, já que vai haver uma junção de rendas. Essa modalidade acaba funcionando muito bem para os casais que sonham com a casa própria.

Veja abaixo como essa compra conjunta se configura:

Contrato de compra conjunta de imóvel: Entenda o financiamento no nome de duas pessoas, ou financiamento conjunto, a seguir. | Foto: Freepik.

O que é a compra conjunta de imóvel?

Como observou-se acima, a compra conjunta de um imóvel se configura quando duas ou mais pessoas se comprometem a comprar juntas um apartamento ou uma casa, podendo estender essa relação para a área dos negócios com a compra de um imóvel voltado para uma loja, por exemplo. A compra pode ser feita à vista ou por financiamento imobiliário. 

Os compradores passam a ter responsabilidades a partir do contrato de compra, além dos direitos e deveres em relação à propriedade adquirida. Assim, eles podem fazer reformas e obras dentro do imóvel, mas antes precisam pagar todas as taxas e impostos que vão incidir sobre ele.

Em um contrato feito através de uma compra conjunta de imóvel, o nome de todas as pessoas que fazem parte ativamente da negociação deve estar presente. Com isso, a modalidade permite que dois ou mais indivíduos consigam fazer parte da transação possuindo direitos e deveres iguais sobre o imóvel. 

Por causa disso, as questões relacionadas a reformas, obras e qualquer modificação dentro do imóvel precisam ser decididas por todos em um comum acordo. O mesmo vai ocorrer quanto aos pagamentos das taxas e dos impostos referentes ao imóvel: todos têm a obrigação de contribuir e quitar as dívidas igualmente.

A compra por meio dessa modalidade pode ser também negociada à vista ou por meio de crédito imobiliário. Independentemente da forma com a qual a compra é realizada, cada pessoa envolvida nessa transação conjunta terá sobre o imóvel o direito referente apenas ao percentual da quantia que paga. É importante ressaltar que todos esses dados devem constar, obrigatoriamente, no contrato de negociação inicial.

Em caso de uma separação com comunhão de bens, como vai funcionar?

Bom, essa negociação normalmente é feita pelos próprios casais. Então, no caso de divórcio, devem ser respeitados os três regimes de bens existentes, sendo eles:

Separação de bens

Os bens de cada um dos cônjuges que foram adquiridos antes e depois do casamento não vão ser compartilhados.

Comunhão parcial de bens

O que foi adquirido por ambos após o casamento passa a ser compartilhado entre os dois.

Comunhão total de bens

Tudo o que pertence ao casal antes e também o que foi adquirido depois do casamento vai ser compartilhado.

Mesmo que o regime escolhido pelo casal antes do casamento seja o da separação de bens, caso decidam vender o imóvel, ambas as partes devem concordar com os termos. Isso porque todas as decisões devem ser feitas conjuntamente a partir da compra de um imóvel conjunto. Até porque, todas as negociações relacionadas ao imóvel irão depender das assinaturas dos dois ou mais proprietários.

Quando a compra conjunta pode ser negada?

A compra conjunta pode ser negada nessa modalidade de crédito caso uma das partes possua financiamento imobiliário negado pelo banco. Quando uma das partes possui alguma questão que pode impedir a negociação, como é o caso dos problemas com a documentação ou mesmo uma restrição de crédito ligada ao SPC, Serasa, BACEN ou à Receita Federal. Por isso, no momento em que optar pela compra conjunta é necessário analisar todos os documentos exigidos e realizar uma verificação apurada acerca do CPF de todos os envolvidos. 

Verificando tais elementos, evita-se a perda de tempo, podendo resolver os problemas antes de buscar qualquer banco ou instituição financeira.

Vale a pena realizar compra conjunta de imóvel?

Você ainda está em dúvidas sobre a compra conjunta de imóvel? Não se preocupe. Isso é muito  comum, já que essa é uma transação que envolve diversos recursos financeiros, comprometimento de renda e, o mais complexo de todos, o envolvimento com outras pessoas. 

É óbvio que ninguém se casa ou escolhe pensar em abrir uma sociedade pensando na separação, mas há certas situações que são imprevisíveis. É importante pensar se realmente vale a pena fazer uma compra conjunta de imóvel.

Veja abaixo algumas vantagens e desvantagens e analise se vale a pena para você:

Vantagens

  • O financiamento conjunto é uma excelente opção para quem não possui uma renda bruta que consiga alcançar o valor necessário para fazer o financiamento do imóvel escolhido;
  • É bem mais fácil aprovar o financiamento imobiliário nos casos de composição de renda, uma vez que a renda familiar mensal passa a ficar com um limite mais alto; 
  • A compra conjunta de imóvel pode ser a única saída para quem deseja ter a casa própria ou fazer um investimento imobiliário de grande valor;
  • Financiamento em nome de duas pessoas.

Desvantagens

  • A principal desvantagem é que você não será o único proprietário do imóvel, já que haverá um financiamento em nome de duas pessoas. Isso significa que qualquer transação posterior dependerá da permissão da outra parte. Afinal, vocês têm obrigações e direitos de acordo com a sua participação no contrato de compra conjunta de imóvel;
  • Outro ponto que pode se tornar uma desvantagem é a separação de casais, familiares ou até amigos e sócios que entram em conflitos.
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