Vale a pena investir em imóveis retomados de bancos?

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Realizar a compra de imóveis retomados pelos bancos é muito vantajoso para aqueles que buscam  imóveis com valores menores – levando em consideração que as instituições financeiras costumam gerar grandes descontos que variam entre 40% (quarenta por cento) a 70% (setenta por cento). 

Embora a compra de imóveis retomados seja um investimento feito com segurança e qualquer pessoa possa comprar um imóvel sozinha, é importante estudar o mercado e as características do imóvel que quer comprar antes de efetuar o investimento, pois cada imóvel possui suas particularidades.

Ao longo da matéria, você verá porque os imóveis retomados pelo banco possuem um valor mais baixo e algumas dicas para quem deseja investir nessa modalidade de compra. Continue a leitura!

Vale a pena investir em imóveis retomados? Descubra neste artigo! | Foto: Freepik.

Por que os imóveis retomados pelo banco têm valor mais baixo?

Os bancos retomam imóveis (casas ou apartamentos) que foram transferidos judicialmente de um proprietário para o banco. 

Esse procedimento ocorre, na maioria das vezes, porque grande parte das pessoas que decidem se comprometer com um financiamento de imóvel acaba não conseguindo cumprir o pagamento de todas as parcelas.

​Para investir em imóveis retomados é importante saber de onde vem a origem do imóvel, que pode ser vinda de um financiamento imobiliário ou até mesmo de qualquer outro financiamento onde o imóvel tenha permanecido como garantia e posteriormente se encontrou inadimplente. 

A partir da dívida, o banco que financiar a aquisição do imóvel já pode retomá-lo. E após ter a posse do imóvel, esses ativos podem ser comercializados por leilão e venda direta, seguindo as exigências da lei.

Ainda que seja necessário realizar alguns investimentos em reformas no imóvel conquistado, esse é considerado um processo que costuma valer a pena para quem está em busca de descontos maiores referentes aos gastos posteriores.

​A maior procura pelos imóveis retomados se dá pelo preço atrativo que eles possuem, por isso investir neles pode ser uma boa ideia, ainda que outras questões sejam levadas em consideração antes de realizar esse processo.

A partir da dívida deixada pela pessoa que não cumpriu o pagamento das devidas parcelas, ocorre o leilão de imóveis retomados pelo banco. À medida que esses imóveis retomados são vendidos com mais rapidez, melhor são os benefícios. Além disso, há a opção da venda por leilão e da venda direta.

Dicas para quem quer investir em imóveis retomados pelo banco

​Preparamos algumas dicas e passos essenciais que você precisa levar em consideração durante o processo de compra de imóveis retomados. Confira a seguir:

1. ​Consultar a disponibilidade do imóvel

Durante o processo de compra de imóveis retomados, você precisa conferir se o vendedor (leilão ou marketplace) tem autorização para vender esses imóveis. E, caso você nunca tenha investido, é recomendável consultar um advogado de confiança e estudar o mercado.

2. Entender seu perfil de investimento

Nesse mercado, existem imóveis ocupados e desocupados, e quem é iniciante deve optar por imóveis desocupados. No entanto, se quiser investir em um imóvel ocupado, deve-se ter cautela, pois você precisará desocupar o imóvel e consultar um advogado.

Imóveis ocupados oferecem um risco maior, mas também uma lucratividade maior. Então, para um investidor que prefere obter maior lucratividade, mesmo tendo que enfrentar riscos, os imóveis ocupados são uma boa opção de investimento. Além disso, os imóveis desocupados oferecem menos lucratividade, mas são mais seguros, sendo o tipo de investimento para os investidores que prezam pela solidez.

3. Fazer uma avaliação em relação às formas de pagamento

​É preciso consultar algumas informações em relação ao estado de conservação em que se encontra o imóvel. Além disso, levantar questões sobre quem é o vendedor e de quem são as responsabilidades dos custos excedentes, como os impostos e taxas de condomínio, é extremamente importante.

Geralmente, o banco utiliza o valor da venda para quitação de despesas que ficam em aberto, contando com o IPTU e condomínio. O pagamento do imóvel deve ser realizado à vista ou através de financiamento com o próprio banco que o retomou. Por isso, é importante se planejar financeiramente para começar a investir, pois não são todos os imóveis que aceitam financiamento bancário, a maioria o pagamento é à vista.

4. Visita ao imóvel antes da compra

Não esqueça de ​fazer uma visita ao imóvel antes de efetuar a compra, avaliando as necessidades de reforma e reparos, acompanhado de um técnico da construção civil (caso o imóvel esteja desocupado). 

Em casos de ocupação, ainda vale a pena visitar o local somente por fora e conversar com os vizinhos. Em casos de investimento, vale a pena assumir o risco de uma pequena reforma interna para a valorização da venda posterior.

5. Realize pesquisas quanto ao preço e defina um valor máximo

​Conheça o valor de mercado do imóvel em que você pretende investir para realizar uma análise e ver se o desconto deste retomado pelo banco compensa o risco de passar por custos jurídicos e com reformas. Um corretor especializado saberá lhe orientar melhor em relação aos valores de mercado de um imóvel. 

O valor máximo que você está disposto a pagar é importante na hora de pensar que quanto melhor for a localização e conservação do imóvel, mais interessados aparecerão.

O que é necessário ter para investir neste tipo de imóvel?

Se você está interessado ou se sentiu atraído por algum imóvel e for participar de forma online, é importante se cadastrar junto à casa de leilões responsável pelo pregão. Além disso, há também a opção do marketplace, que fazem a venda direta desses imóveis, em formato 100% digital.

O cadastro também pode ser feito através de um site, e acontece em duas simples etapas: a remessa dos documentos e a habilitação da conta.

Para a efetuação do cadastro é necessário que sejam exibidos alguns documentos, dentre eles:

  • Cópia de documento de identificação (RG, CNH, etc.);
  • Cópia do CPF (caso o número do CPF conste do documento de identificação não é necessária esta cópia);
  • Comprovante de residência recente (de no máximo até 90 dias);
  • No caso de pessoa jurídica, seu representante legal deve apresentar também o contrato social.

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