Confira 6 características que influenciam na valorização de imóvel

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O mercado imobiliário é formado por ciclos, assim como toda a economia propriamente. Nesse sistema, os extremos do mercado são chamados de Expansão, Alta, Recessão ou Baixa. São esses picos que determinam quando é o período de valorização de imóvel ou o de desvalorização.

Considerando que as fases de Alta, ou Baixa, são os picos desse ciclo, há também fases intermediárias que fazem com que o mercado funcione de forma sequencial, sem quedas ou altas abruptas. Essas fases são chamadas de Recuperação, Valorização ou Excesso de ofertas.

Neste artigo, vamos explicar cada fase do ciclo imobiliário, mas focando na valorização. Nesse sentido, falaremos sobre o que é valorização de imóvel, como ela se comporta e quais são os índices que influenciam sua mudança. Confira a importância de saber como calcular a valorização de imóvel.

Importância de entender a valorização de imóvel e como calcular valorização de imóvel. | Foto: Freepik.

Conheça cada fase do ciclo de valorização imobiliária

Como mencionamos no início, o ciclo imobiliário é composto por 4 fases. A seguir, vamos conhecer melhor cada uma dessas etapas e entender o processo de valorização de imóvel.

Fase de Recuperação (Valorização)

Pode-se dizer que essa fase é o primeiro passo para o reaquecimento do mercado e se inicia no final da fase de Baixa. Depois de um período de estagnação dos preços e da demanda por imóveis, o cenário começa a mudar, entrando num momento de recuperação.

Assim, os imóveis em excesso no mercado começam a ser adquiridos ou ocupados e indícios de uma crescente na demanda habitacional começam a surgir. Apesar dessa fase representar o início do reaquecimento do setor,  nesse estágio ainda é comum o sentimento de desconfiança no mercado.

Fase de Expansão (Alta)

Passada a fase da recuperação, começa a fase de expansão. Nesse período, os preços dos imóveis seguem em constante aumento, afinal, nesse momento o mercado está pronto para responder à crescente da demanda. Bom para quem vende, não tanto para quem compra.

Além disso, a confiança dos agentes do mercado também encontra-se em alta, as taxas de vacância dos imóveis caem e o número de lançamentos imobiliários segue crescendo. Em resumo, na fase de expansão, o cenário do setor está favorável à atividade do setor.

Excesso de oferta

Nessa etapa, a lei da oferta e demanda faz seu papel e traz consequências para o setor. Há muitos imóveis disponíveis, muito mais do que o mercado consegue absorver. Uma parte boa dessa característica do setor é que, assim como ele demora para reagir a demanda, também é mais difícil os imóveis se desvalorizarem rapidamente.

Na prática, o que ocorre é uma estagnação dos preços que é ruim para os investidores, pois não veem o seu dinheiro se valorizar ao longo do tempo e é bom para compradores que, com o excesso de ofertas, têm mais opções para escolher na hora de comprar o imóvel e podem negociar.

Fase de Recessão (Baixa)

Essa fase é caracterizada por longos períodos de estagnação dos preços e a oferta de imóveis segue alta, mas a demanda continua não correspondendo ao alto número de oportunidades do mercado.

Para os investidores com alto capital para investimento, que não dependem do retorno desse investimento a curto e médio prazo, essa é a fase mais propícia para a compra de imóveis. Nesse momento, os preços seguem estagnados, há muitas opções disponíveis no mercado e, a longo prazo, a economia imobiliária voltará a subir, valorizando os imóveis.

O que é a valorização de um imóvel?

A valorização de imóvel é o processo em que o valor de mercado de um imóvel, seja para empreendimentos comerciais ou residenciais, aumenta quando comparado ao valor inicial. Diversos são os fatores que ocasionam essa valorização, como as mudanças feitas na estrutura do imóvel, as condições do mercado, oferta e demanda dos imóveis na região e até mesmo a valorização de seu entorno.

Quais os indicadores de valorização imobiliária?

Podemos citar alguns aspectos que influenciam diretamente na valorização de imóvel por ano. Confira.

Localização

O principal é a localização. Em geral, imóveis localizados perto das áreas centrais têm mais chances de ter o seu valor aumentado, do que aqueles que ficam em regiões mais afastadas. É importante destacar que uma boa localização tende a apresentar ótima qualidade de recursos básicos distribuídos à população, como luz, água e esgoto.

Segurança

A segurança também é bem importante. Para tanto, vale analisar bem se a região escolhida é vista com bons olhos pela população local. Do mesmo modo, é importante verificar se o empreendimento em que você está de olho tem bons sistemas de segurança.

Veja o que influencia a valorização de imóvel. | Foto: Freepik.

Infraestrutura

A infraestrutura diz respeito ao pavimento correto das calçadas, ao acesso a internet, iluminação e a uma vasta rede de estabelecimentos de diferentes serviços. Portanto, quanto maior for a diversidade, maior será a qualidade de vida dos moradores

Área de lazer

Ultimamente, as pessoas estão mais empenhadas em investir em questões que envolvem saúde e bem-estar. Isso pode ser percebido pelo aumento de empreendimentos com espaços próprios para o lazer, o descanso e o relaxamento. Sendo assim, quanto mais possibilidades de lazer o imóvel apresentar, mais valorizado ele vai ser.

Estrutura da residência e do condomínio

De acordo com o que for oferecido aos moradores, é possível que seja grande o impacto no valor final de uma negociação. Isso envolve o número de cômodos, a metragem de cada um deles, se há a necessidade de realizar reformas, acabamento utilizado e o uso de tecnologias em suas dependências.

Documentação do imóvel

A documentação influencia diretamente na valorização de imóvel com o passar do tempo. Você somente conseguirá fechar um bom negócio caso toda a papelada esteja em dia. Ou seja, sem pendências, impostos ou taxas atrasadas. Por isso, é válido analisar se a propriedade tem algum débito na prefeitura de sua região ou se está integrada a qualquer tipo de inventário.

Índice de valorização de imóveis residenciais

O Índice de valorização de imóveis residenciais também influencia nas mudanças da tabela de valorização de imóvel, variando o preço. Esses índices podem servir como referência para as negociações do setor e para indicar qual a valorização média de um imóvel. Veja alguns deles:

Índice de valorização de imóvel. | Foto: Freepik.

Índice Geral do Mercado Imobiliário Comercial (IGMI-C)

É calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e busca indicar a valorização e rendimento de aplicações relacionadas a imóveis comerciais.

Índice Geral de Preços Imobiliários – residencial (IGMI-R)

Também calculado pelo Ibre/FGV, conta com a parceria com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

INCC (Índice Nacional da Construção Civil)

Criado para medir os custos com construção em todo o país.

IVG – R (Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados)

Este índice é calculado pelo BACEN (Banco Central do Brasil) e serve para medir a tendência dos preços dos imóveis residenciais do país.

Confiança do consumidor

Também chamado de Sondagem de Expectativas do Consumidor, o objetivo desse índice é captar o sentimento do consumidor em relação ao estado geral da economia e de suas finanças pessoais.

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

Medido pelo IBGE, é um dos índices mais importantes do país, já que serve como indicador da inflação no Brasil.

Taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)

É a taxa média que o governo paga de juros para títulos federais, servindo como referência para todas as taxas de juros, incluindo os juros para financiamentos.

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